14 de maig 2007

Manifest en portuguès

Gràcies al suport del col·lectiu Perversos Invertidos e Desviados de São Paulo, Brasil (www.queerfest.tk), disposem d'una traducció al portuguès del nostre manifest.



GUERRILLA TRAVOLAKA*

Manifesto:
Na Guerrilha Travolaka acreditamos no poder da visibilidade, de
falar sobre nosso corpo, de nossa sexualidade, de nossa diferença e
das mil e uma identidades que se escondem debaixo do mesmo rótulo:
“Trans”. Buscamos a visibilidade e de falar em primeira pessoa.
Queremos nos apoderar do gênero, redefinir nossos corpos e criar
redes comunicativas livres e abertas para nos desenvolver, onde
qualquer um possa construir seus mecanismos contra as pressões de
gênero.
Não somos vítimas, nossas feridas de guerra não servem como escudos.
Diante da Trans-normatividade imposta através de uma moral médica
restrita e de um sistema binômio, propomos novas formas alternativas
de entender e construir o corpo. Não se trata de um terceiro sexo, já
que nem sequer acreditamos no primeiro tampouco em um segundo;
trata-se de poder se expressar livremente nosso gênero, entendendo a
utopia que isso se pôe, contra as pressões existentes.

Não nos apresentamos como terroristas e sim como, piratas,
trapezistas, guerrilheiros e RESISTENTES do gênero.

Defendemos a dúvida, acreditamos no “voltar a trás” médico como em
um “seguir adiante”, pensamos que nenhum processo de construção deve
rotular de IRREVERSÍVEL. Queremos visibilizar a beleza da androgenia.
Acreditamos no direito de arrancar as bandagens cirúrgicas para
respirar e também o direito de nunca mais arrancá-las, o direito de
nos operarmos com cirurgiões éticos e profissionais, e não com
CARNICEIROS. O livre acesso a tratamentos hormonais sem a necessidade
de certificados psiquiátricos, o direito de se auto-hormonizar.
Reivindicamos o viver sem permissão.
Apoiamos ações diretas contra a transfobia. E para isso, pensamos
que há uma necessidade de redefinir os limites dessa fobia, há de
entender na existência de qualquer expressão de identidade de gênero
não normativa. E não apenas o transexualismo.

Pomos em dúvida o protocolo médico espanhol que há muitos anos
estabelece pautas absurdas e transfóbicas a qualquer cidadão que
deseja tomar hormônios de seu “sexo” oposto. Não acreditamos na
disforia de gênero, nem nos transtornos de identidade. Não acreditamos
que somos loucos ou doentes, e sim na insanidade do sistema. Não nos
classificamos por sexos, somos todos diferentes independente de nossos
genitais, nossos hormônios, nossos lábios, olhos, mãos... .
Não confiamos nos papéis burocráticos, no sexo legal, não necessitamos
de prescrições médicas e muito menos de mencionar nosso sexo em nossas
identidades. Cremos na livre circulação de hormônios ( que por sinal
já existe).
Não queremos mais psiquiatras, nem livros de psicanálise/psicologia,
não queremos mais o “Teste da Vida Real”...
Não queremos que nos tratem como doentes mentais porque não somos, e é
assim que nos tem tratado há muito tempo!
Acreditamos no ativismo, na constância, na visibilidade, na liberdade,
na resistência...
Na Guerrilha Travolaka não escolhemos em ser guerreiros.
Todos temos nossa própria guerra, mas nem todos estão nos campos de batalha.
Bem-Vind@s a Guerrilha Travolaka!


* Guerrilha Travolaka: é um grupo de resistência Queer-Trans em
Barcelona, Espanha.
www.guerrilla-travolaka.blogspot.com

1 comentari:

Fatima Maria Luciana ha dit...

Hola, soy Fatima, la cantante trans argentina. Quiero acercarles la adhesion de "la pandisha de las Chicas Malas", la organizacion que integro. Tambien ofrecerles mi libro "El MATADERO" sobre la situacion de la comunidad trans. Pueden contactarme en castiglionemaldonado@gmail.com y ver www.fotolog.com/lapandisha